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7 de Dezembro de 2019
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    - Procurador-geral da República defende fiscalização rigorosa nas eleições

    Procurador-geral da República defende fiscalização rigorosa nas eleições

    BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, defendeu nesta terça-feira rigor na fiscalização nesse período pré-campanha e durante a campanha eleitoral. Gurgel acredita que essa diretriz "permanecerá firme" independente do partido do candidato. Ele considera que o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sido multado duas vezes pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exige maior cuidado. Para Gurgel, um fato isolado tem um tratamento, mas a repetição de fatos leva a um exame diferenciado por parte dos ministros.

    - O exame passa a ser diferenciado porque a gravidade de uma conduta cresce na medida em que ela se repete - disse Gurgel, acrescentando:

    - O que nós temos que fazer, MP (Ministério Público) e TSE (Tribunal Superior Eleitoral), é garantir o equilíbrio do pleito, para que uns não se beneficiem em razão de determinados aspectos e outros em razão de outros aspectos. É preciso que os candidatos tenham paridade de armas, e isso o MP terá atuação firme, como tenho certeza de que terá o tribunal.

    O procurador acredita também que haverá muita punição nas eleições de 2010:

    - Imagino que sim, mas sempre a partir de um clima de bom senso. Não podemos transformar a Justiça Eleitoral num instrumento que impeça, na verdade, o próprio exercício da atividade política pelos candidatos - afirmou Gurgel.

    Em entrevista à Rádio Tupi, o presidente Lula condenou, nesta terça-feira, no Rio, o uso da máquina pública durante o processo eleitoral.

    - É preciso que a gente seja definitivamente republicano nesse país. Que a gente passe para a sociedade a ideia de que é possível você ajudar um candidato, participar de um processo eleitoral, sem utilizar a máquina, como sempre se utilizou nesse país, para beneficiar um ou outro candidato. É possível. Aliás, é um teste, um teste importante para a democracia - destacou.

    Fonte: O GLOBO

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